Qual será o legado da presença de Deus na sua vida?

Um dia desses, João chegou em sua casa após sair da escola. Sua mãe, Alzira, lhe recebeu feliz, sorridente e com um carinhoso abraço, como fazia todos os dias.

Ela, sem esperar muito, quase que lacrimejando, disse para João: – Hoje, enquanto voltava do trabalho, escolhi andar por uma rua diferente da qual estava acostumada. Então, descobri aqui pertinho de casa, uma casa linda, enorme, vistosa e, sem dúvida, a mais linda do bairro. Sinceramente fiquei encantada.

As vidraças brilhavam e eram formosas, a grama era bem aparada e da sacada, possivelmente, daria para ver a cidade inteira. Um luxo só!

Mas, o que achei estranho é que em frente a casa tinha uma placa bem grande escrita: “Entre, a casa é sua”. – Eu, que não sou boba, nem nada, claro que não entrei, pois, parecia muito fácil para ser verdade.

Apesar disso, vi que algumas pessoas que também paravam para admirar, liam a placa e, rapidamente, decidiam entrar.

Após ficar um tempinho de tocaia observando a movimentação, percebi que algumas das pessoas que haviam entrado, começaram a sair e estavam diferentes, felizes, cheias de vida e brilhavam. Parecia que tinham levado um choque de ânimo.

Eu, hein!? – Pra ser sincera, até me deu uma vontade de entrar, mas como dizia minha falecida mãe: “Não confie em estranhos e nem em tesouros à vista”. E então decidi não entrar.

João ficou instigado com a história que sua mãe acabara de contar e logo se motivou a também ir conhecer esta linda casa. Pegou o endereço, montou em sua bicicleta, e partiu em direção ao que, em seu coração, parecia ser um paraíso.

Chegando em frente a casa parou, observou e ficou admirado com o que viu. – Nossa! Que casa mais linda! – Minha mãe tinha razão: é a mais linda do bairro, sem dúvida.

João também viu a placa que dizia para entrar, mas, como sua mãe o havia dito, melhor seria não confiar.

Depois deste dia, a linda casa não saiu mais da cabeça de João. Ele desenhava pensando na casa, brincava pensando na casa e, pelo menos 2 vezes por semana passava por lá e ficava observando e admirando. Às vezes, com uma vontade enorme de entrar, mas desistia e voltava para sua casa.

Ele continuava vendo as pessoas entrarem lá e saírem transformadas, mas ele, relutante, nunca ousou entrar.

João cresceu e começou a ter mais responsabilidades com as coisas da vida. O tempo foi passando e a casa, que antes era quase que um colírio para os seus olhos, começou a perder o encanto. Ele já não passava mais lá e também não convidava os amigos para ir conhecer a casa.

O tempo passou. E como passou.

João, agora com 78 anos, doente e sem alegria no olhar, contava a seus netos a história daquela casa maravilhosa que o convidava para entrar, mas que, seja por medo, receio ou temor, nunca se posicionou para, realmente, ver e experimentar o que acontecia lá dentro.

O que lhe restou, mesmo que isso tenha lhe custado a alegria de viver intensamente, foi continuar ensinando a seus filhos e netos: “Não confie em estranhos e nem em tesouros à vista”.

—–

Moral da História:

João representa a minha e a sua vida.

Dona Alzira, a mãe de João, representa pessoas que mostram a outras pessoas um caminho bacana a seguir, mas também representa aquelas pessoas que nos instruem com “verdades” que vem de geração em geração, mas que geram medo e não nos permitem ousar, nos deixando estagnados.

A casa representa a Presença de Deus.

É muito bacana quando alguém nos mostra a casa, o caminho que nos leva para Presença de Deus.

Quando descobrimos este lugar da presença, ficamos admirados com tamanha formosura, amor e carinho que podemos tocar e receber.

Dá vontade de ficar pra sempre ali.

No entanto, mesmo tendo um convite a Sua presença, pelas nossas imperfeições ou mesmo pelo nosso ativismo religioso, não conseguimos dar um passo para dentro da casa e ficamos apenas admirando, de longe, essa gloriosa presença.

Alguns que estão a nossa volta, enxergam o convite e se jogam para dentro da casa e os frutos desta decisão são imensuráveis em suas vidas.

Se eu não decidir entrar na casa, a casa permanecerá ali. Mas, a alegria e a regozijo que a casa pode proporcionar, nunca vou sentir, nunca irei tocar.

Só quem decide entrar na casa é que vai saber qual o cheirinho do café da manhã do Pai, qual o conforto do sofá, qual o carinho do abraço ao entrar.

Só quem decide entrar na casa é que poderá saber onde ficam os aposentos do Pai, onde ficam os cofres que ficam guardados os segredos celestiais, reservados aos pequeninos.

Só quem decide entrar na casa pode sentir o que o Pai sente, ver o que o Pai vê e ouvir o que o Pai diz.

Só quem decide entrar na casa pode sentir seu grande amor, sua doce misericórdia, seu conhecimento infindo.

Há quem decida permanecer do lado de fora da casa, contado histórias e vendo os dias passarem.

Com o passar dos dias, também chega a estação do inverno que, literalmente, esfria quem não está no conforto e no calor de dentro da casa.

A frieza traz consigo a tristeza, o desânimo, a falta de propósito e faz também, com que a cada dia, a casa se torne mais distante, menos significativa e menos relevante em suas vidas.

A placa que nos convida a entrar continua e continuará lá, portanto, cabe a mim, cabe a você, decidirmos entrar e permanecer na presença, na casa do Pai.

Decida entrar!

Forte abraço,
Junior Della Mea

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