Solidão: Oportunidade de comunhão com o Pai

“Minha alma está profundamente triste!”
Um Deus declarando sua carência: “Orai comigo”.
Um Deus clamando por companhia:“Velai comigo!”.
Solidão, a mais profunda dor em um Deus que pede: “Ficai comigo!”.
Quanta fragilidade em tanta onipotência: “Nem uma hora podeis velar comigo?”
Um Deus em prantos de morte: “Pai se possível passa de mim este cálice de solidão sem que eu o beba!”
Um Deus querendo fugir?
“Mas que seja feita a tua vontade, Oh Pai, e não a minha!”.
Não, apenas um Deus tentando ensinar algo importantíssimo.
Mas os discípulos dormiam…
“Vocês não puderam vigiar comigo nem por uma hora?”
Era madrugada, a lua clareava o Getsêmani, o frio os envolviam e nenhum deles o fizeram companhia.
“Meu Pai, se possível passa de mim esse cálice…!”
Só o Pai estava disponível!
“… Contudo seja feita a tua vontade e não a minha!”
Na hora da mais densa solidão, Ele fala com o Pai. A solidão o liga ao Céu.
O Pai envia um anjo para fortalecê-lo!
Orando mais ainda, intensamente, sua angustia torna seu suor em sangue!
Num ato esperançoso, volta aos discípulos, que ainda dormem e dominados pela tristeza, se entregam ao seu medo, perdendo uma grande oportunidade!
“Basta! Chegou a hora…!”
Um outro discípulo se aproxima, o beija, dizendo: Salve Mestre!
“Amigo, o que o traz?”
É o que se ouve de Jesus, antes que os soldados o prendessem.
Traído então, chega o momento temido por todos.
Ele é negado, acoitado, rasgado, moído, arrebentado, julgado por opressores…!
Mas o silencio é o que se escuta de seus lábios!
As profecias vão se cumprindo, então todos o abandonam!
Exceto o Pai!
É condenado a morte, e morte de cruz – a morte de um amaldiçoado.
“Pai, perdoa-lhes pois não sabem o que fazem!”
Amor em vestes de perdão é o que veste os seus lábios ensangüentados.
A cena ganha um colorido diferente!
“Eu mereço estar aqui, mas não tu Senhor! Lembrai de mim quando entrares no paraíso!”
Jesus sorri! Seu coração se enche de gozo!
“Hoje mesmo estarás comigo no paraíso!”
Um momento de tremenda alegria, em meio a tanta agonia!
Sua tentativa de ensinar o que seus discípulos não haviam entendido não foi em vão.
O ladrão da cruz aprende rapidamente!
O Salvador estava ao seu lado! Ele não estava mais só!
Gritos ainda se ouviam! Zombarias e difamações!
A escuridão envolve a terra!
O quadro final se aproxima.
Num suspiro mortal, Cristo clama!!!
“Deus meu, Deus meu! Por que me abandonastes?”
A falta de companhia dos discípulos, a traição, as zombarias, acoites, chicotadas, nada foi mais intenso e dolorido do que aquele instante!
A plena solidão envolve o Deus Homem!
“Esta consumado!”
O Pai vira sua face contra o filho.
O pecado da humanidade sobre Ele, o separa agora do seu único companheiro!
SOLIDÃO ABSOLUTA!
“Pai! A ti entrego o meu Espírito!”
O pecado agora não tem mais poder, a morte é inofensiva, a solidão, dá lugar a eterna comunhão com o Pai!!!

Jacó Junior
jaco_jr@hotmail.com

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3 comentários em “Solidão: Oportunidade de comunhão com o Pai”

  1. Que atitude do nosso alvador ele pedia somente,
    Quero um amigo, uma compania e quantas vezes ele fala hoje para mim e para vc e nós nao velamos com ele 5 minutos, nao o escutamos ele fala fala e nao prestamos atençao em sua face uff e para chorar e pensar que amigo estamos sendo para nosso criador que amor e esse que estamos oferecendo ao nosso mestre!!!!Pense Nisso!!! Ele quer ser seu amigo!!!!

  2. Texto muito gostoso para meditar. Dá pra navegar pelo texto imaginando-se lá. Parabéns. Deus abençoe e capacite.

    Abraço, Junior Della Mea

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