Deus “elege” para destruição?

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O título deste nosso texto é muito impactante e significativo para refletirmos sobre espiritualidade e também sobre o próprio Deus.

Quando penso em destruição, logo me vem a mente as questões da criação. Seria Deus de fato bom e suas misericórdias verdadeiramente não teriam fim?

Meditando no livro do Gênesis, no capítulo 1 (um) a partir do verso 26 (vinte e seis), vemos ali que Deus, na sua pessoa trina, criou o homem a Sua imagem e semelhança. Criou o homem para que dominasse, para que frutificasse e para que multiplicasse em enchesse a terra. No verso 31 (trinta e um) Deus viu tudo quanto tinha feito e eis que era muito bom.

Seguindo esta linha de pensamento, vejo que Deus estava sorrindo enquanto criava o homem, enquanto soprava em seus narizes o fôlego da vida, fazendo do homem alma vivente. Deus ali, não estava apenas fazendo mais uma de suas criações, mas estava gerando alguém que fosse se relacionar com Ele e, mais do que isso, que fosse ter em si o Seu próprio caráter, a Sua própria imagem e Sua semelhança.

Não acredito que Deus (respeitando sua soberania) possa eleger algumas dessas almas viventes para destruição. Acredito sim, que Deus possui propósitos, planos e projetos para a vida humana e para tudo quanto criou.

Após o pecado ter entrado no mundo, através de Adão e Eva, o homem passou a nascer com a essência pecaminosa, ou melhor, passou a nascer com inclinação para o pecado. O desejo de fazer o que é contrário à vontade de Deus está implícito no coração do homem, e Deus, pelo seu amor e misericórdia, permite a sua criatura optar por onde quer andar.

Entretanto, Deus respeita o fato da sua criatura poder escolher por onde quer andar, porém, isto não O impede de realizar tudo o que Ele tem pra fazer.

Abaixo descrevo uma rápida ilustração sobre propósito de Deus:

Havia uma senhora, que era mulher de Deus, cheia do Espírito Santo, e que passava horas orando e jejuando em consagração ao Senhor.

Estava necessitada de alimentos e orava para que o Senhor enviasse mantimentos.

Até que um vizinho, ateu, ficou sabendo que ela estava necessitada e resolveu aprontar uma.

Foi até o supermercado e fez um grande compra, recheada de boa comida e de mantimentos para casa.

Porém, quando mandou entregar disse ao entregador: Quando a senhora perguntar quem mandou as compras, diga que foi o diabo.

Pois bem, o entregador chegou ao local, descarregou toda compra e observou que a senhora ficou muito feliz, mas nada perguntou.

Ao sair, ele foi até ela e perguntou-a: A senhora não vai querer saber quem enviou estas compras? – Ela respondeu: Não! Quando meu Deus manda, até o diabo obedece.

Nesta simples ilustração vemos que o propósito de Deus foi cumprido, mesmo utilizando o coração obstinado e empedrado do vizinho ateu.

Acredito que tanto para este vizinho ateu, quanto para Judas Iscariotes, citado na Bíblia como o traidor de Jesus, existe (no caso do vizinho) ou existiu (no caso de Judas) misericórdia, graça e oportunidade disponível para que viessem a arrepender-se.

Deus não pode fazer nada com o coração desobediente e obstinado pelo mau, mas pode fazer com que o homem arrependido seja posto sobre uma rocha e pode fazer com que seus passos sejam firmes.

Em resumo, penso que a eleição para destruição, na visão do homem, é um convite do próprio homem a morte eterna, mas a eleição para destruição, na visão de Deus, é um convite do próprio Criador ao arrependimento.

Junior Della Mea
juniordm@gmail.com

Poema de um aluno da APAE

sol

Por que eu vivo procurando um motivo de viver,
Se a vida às vezes parece de mim esquecer?
Procuro em todas, mas todas não são você.
Eu quero apenas viver, se não for para mim, que seja pra você..

Mas às vezes você parece me ignorar,
Sem nem ao menos me olhar,
Me machucando pra valer.
Atrás dos meus sonhos eu vou correr.
Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder..

Se a vida dá presente pra cada um, o meu, cadê?
Será que esse mundo tem jeito?  Esse mundo cheio de preconceito.

Quando estou só, preso na minha solidão,
Juntando pedaços de mim que caíam ao chão,
Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.
Talvez eu seja um tolo, que acredita num sonho.
Na procura de te esquecer, eu fiz brotar a flor.
Para carregar junto ao peito,
E crer que esse mundo ainda tem jeito.

E como príncipe sonhador…Sou um tolo que acredita, ainda, no amor.

PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos – APAE)

Este poema foi  escrito por  um  aluno  da  APAE, chamado, pela sociedade, de excepcional.. Excepcional é a sua sensibilidade!

Ele tem 28 anos, com idade mental de 15.  Se uma pessoa assim acredita tanto, porque as que se dizem normais não acreditam?

Refletindo com Madame Guyon

madame

“Não devemos dar lugar ao desânimo. É uma tentação perigosa – uma cilada sutil do inimigo. A melancolia faz o coração contrair-se e machucar, tornando-o incapaz de receber as impressões da graça. Ela exagera as dificuldades e lhes dá colorido falso, e o nosso fardo, torna-se assim, pesado demais. Os propósitos de Deus a nosso respeito, e os seus métodos de realizar esses propósitos, são infinitamente sábios“.

Madame Guyon