Cristianismo movido a “evento”

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Alguns dia atrás, conversando com um amigo, ele disse: cara! – este fim de semana serei renovado; Deus irá falar muito comigo! – Logo, repliquei: Onde, quando e, como (também quero!)? – Bom, será num evento anual que temos em nossa igreja. Dificilmente Deus não se manifesta através dos pastores que pregam lá.

Depois da conversa fui embora e continuei pensando na troca de palavras que havíamos feito.

Meditei na minha própria vida e observei quantas vezes fui empolgado para uma pregação para ver um “grande” evangelista ou preletor. Quantas vezes aluguei um DVD de um “lançamento” e corri para casa assistí-lo e vibrar de alegria. Quantas vezes procurei pessoas para me acompanhar em uma vigília na madrugada. Quantas vezes esperei ansiosamente pelo início daquele grande “show”, onde se apresentariam muitas bandas famosas. Quantas vezes curvei minha cabeça na “profunda” oração daquele homem de Deus ou daquela mulher usada pelo Senhor, crendo que o melhor de Deus viria sobre minha vida.

Muita calma nessa hora! A idéia deste texto não é criar aversão, desânimo ou desistência aos eventos, até porque não teria como fazê-lo, porque eu mesmo sou participante de alguns e, convenhamos: amo saltar, brincar, dançar, chorar e cantar na presença do Senhor.

O objetivo deste é fazer com que juntos, possamos analisar o cristianismo que temos vivido. Será que somos cristãos movidos a eventos? Será que necessitamos sempre de algo “novo” para sermos restaurados ou renovados? Será que minha vida só é impulsionada, de forma clara e real, quando recebo “aquela” profecia ou quando sinto “aquele” arrepio nas costas? É possível que Deus só se revele a mim através de pessoas e, assim, passo a viver um evangelho terceirizado? Não estaria fácil e cômodo demais viver um evangelho pela busca e testemunho do próximo?

Sabe, não queremos mais o evangelho da cruz, do quarto, das aflições e das ações. Não queremos mais o evangelho que doa-se pelo próximo, da oração, do jejum e de intercessão por vidas; Não queremos mais doar o que é nosso; Não queremos mais chorar com os que choram; Não queremos mais sofrer com os que sofrem. Não queremos mais viver um evangelho que não nos dê algo em troca de forma visível; Não queremos mais abraçar os pobres, aflitos, excluídos e embriagados. Não queremos mais dizer: levanta-te e anda! – aos paralíticos. Não queremos mais dizer ao cego: veja! Não queremos mais ser “bússola” aos que se perderam pelo caminho. Não queremos mais…

O que acho interessante nisso tudo é que não precisamos de nada além de Jesus. Não precisamos de nada mais do que a sua terna e doce presença. Não precisamos mais do que suas confiáveis palavras.

Ele mesmo, pela sua misericórdia e amor nos diz: Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve.

Não quero viver um evangelho “pronto” que me custe apenas um ingresso.

Quero viver o evangelho, derramando meu querer e minha vida no altar do Senhor e, quando estiver aflito, angustiado ou entristecido, eu reconheça, que só nEle, encontro força, refúgio e vida abundante.

Junior Della Mea
juniordm@gmail.com

Chora minh´alma

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Chora minh´alma
Te entristece por tua glória vã
Inundada de ferida e trauma
Te esconde ao entrar da manhã

Chora minh´alma
Sofre por tua maldade
Apazigua tua vontade
Te faz respirar

Chora minh´alma
Põe-te ao prumo recordar
Tua angústia, tua dor
Tuas feridas, libertar

Chora minh´alma
E clama por Teu Salvador
Reconhece tua fraqueza
Receba vida e amor

Junior Della Mea
juniordm@gmail.com

a tristeza faz parte da vida cristão. A infelicidade não.

Aprendendo a dizer não, por Rob Bell

Com o passar dos anos, começamos a descobrir quem realmente somos e, normalmente, amadurecemos com isso.

Uma das descobertas mais incríveis que fiz na minha vida, foi que eu tinha um sério problema com relação a dizer NÃO. O “não”  era uma grande dificuldade, porque eu tinha receio ou medo de frustrar a expectativa das pessoas.

Rob Bell, neste vídeo muito bem produzido, nos capacita a entendermos de forma simples e bíblica, a maneira de como a palavra não pode ser importante para vivermos mais e melhor.

Deus abençoe poderosamente.

Deus “elege” para destruição?

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O título deste nosso texto é muito impactante e significativo para refletirmos sobre espiritualidade e também sobre o próprio Deus.

Quando penso em destruição, logo me vem a mente as questões da criação. Seria Deus de fato bom e suas misericórdias verdadeiramente não teriam fim?

Meditando no livro do Gênesis, no capítulo 1 (um) a partir do verso 26 (vinte e seis), vemos ali que Deus, na sua pessoa trina, criou o homem a Sua imagem e semelhança. Criou o homem para que dominasse, para que frutificasse e para que multiplicasse em enchesse a terra. No verso 31 (trinta e um) Deus viu tudo quanto tinha feito e eis que era muito bom.

Seguindo esta linha de pensamento, vejo que Deus estava sorrindo enquanto criava o homem, enquanto soprava em seus narizes o fôlego da vida, fazendo do homem alma vivente. Deus ali, não estava apenas fazendo mais uma de suas criações, mas estava gerando alguém que fosse se relacionar com Ele e, mais do que isso, que fosse ter em si o Seu próprio caráter, a Sua própria imagem e Sua semelhança.

Não acredito que Deus (respeitando sua soberania) possa eleger algumas dessas almas viventes para destruição. Acredito sim, que Deus possui propósitos, planos e projetos para a vida humana e para tudo quanto criou.

Após o pecado ter entrado no mundo, através de Adão e Eva, o homem passou a nascer com a essência pecaminosa, ou melhor, passou a nascer com inclinação para o pecado. O desejo de fazer o que é contrário à vontade de Deus está implícito no coração do homem, e Deus, pelo seu amor e misericórdia, permite a sua criatura optar por onde quer andar.

Entretanto, Deus respeita o fato da sua criatura poder escolher por onde quer andar, porém, isto não O impede de realizar tudo o que Ele tem pra fazer.

Abaixo descrevo uma rápida ilustração sobre propósito de Deus:

Havia uma senhora, que era mulher de Deus, cheia do Espírito Santo, e que passava horas orando e jejuando em consagração ao Senhor.

Estava necessitada de alimentos e orava para que o Senhor enviasse mantimentos.

Até que um vizinho, ateu, ficou sabendo que ela estava necessitada e resolveu aprontar uma.

Foi até o supermercado e fez um grande compra, recheada de boa comida e de mantimentos para casa.

Porém, quando mandou entregar disse ao entregador: Quando a senhora perguntar quem mandou as compras, diga que foi o diabo.

Pois bem, o entregador chegou ao local, descarregou toda compra e observou que a senhora ficou muito feliz, mas nada perguntou.

Ao sair, ele foi até ela e perguntou-a: A senhora não vai querer saber quem enviou estas compras? – Ela respondeu: Não! Quando meu Deus manda, até o diabo obedece.

Nesta simples ilustração vemos que o propósito de Deus foi cumprido, mesmo utilizando o coração obstinado e empedrado do vizinho ateu.

Acredito que tanto para este vizinho ateu, quanto para Judas Iscariotes, citado na Bíblia como o traidor de Jesus, existe (no caso do vizinho) ou existiu (no caso de Judas) misericórdia, graça e oportunidade disponível para que viessem a arrepender-se.

Deus não pode fazer nada com o coração desobediente e obstinado pelo mau, mas pode fazer com que o homem arrependido seja posto sobre uma rocha e pode fazer com que seus passos sejam firmes.

Em resumo, penso que a eleição para destruição, na visão do homem, é um convite do próprio homem a morte eterna, mas a eleição para destruição, na visão de Deus, é um convite do próprio Criador ao arrependimento.

Junior Della Mea
juniordm@gmail.com