Lágrimas sem volume

As vezes a vida
Parece sem rumo,
Sem direção,
Sem sentido.

Como em meio ao deserto
Olho para o horizonte
e nada encontro
Se não, areia e vento.

Penso em abandonar-me
E desistir da minha busca
Pela perfeição e pela
Minha identidade.

Eu meio a passos
Desordenados procuro onde
Me sustentar, onde me apoiar
Estou com sede! – grita a minh’alma.

As lágrimas sem volume
Que percorrrem meu rosto
São reflexos do que sou,
Do que deixei de ser.

Vozes que ecoam
Em meio ao universo,
São povos que clamam
Com a esperança de serem ouvidos.

Preciso! – necessito de respostas! -
Exclama o meu “eu”.
O Espírito de Deus diz:
Só Eu tenho todas as respostas.

Junior Della Mea
juniordm@gmail.com

3 Comentários

  1. Michele disse,

    29 - Maio - 2008 às 11:22 am

    Oi Júnior!

    Belissímo poema! Profundo e revelador, pois mostra nossa extrema necessidade do Senhor… só Ele é a resposta do nosso anseio… só Ele dá significado a vida!

    Deus te abençoe.

    Mi

  2. odomar antonio de lima disse,

    26 - Setembro - 2009 às 12:21 am

    São palavras que tem um sentido de sofrimento mas cabe a nós pois somos muito insensíveis para certa ciosas que o mundo nos oferece

  3. Wallison disse,

    14 - Outubro - 2009 às 3:06 pm

    Oi! Revelador esse seu poema, uma vez que revela a vida do ser humano em si, em busca de algo que parece não existir e que as vezes pensamos em desistir, todavia Deus vem e nos mostra a sua gloria.
    Parabéns!!!!


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